Amigos queridos!
Estive ausente por estes dias, porque minha mãe Nahir (minha bemdastra) faleceu dia 5 de agosto.
Hoje gostaria de escrever um pouco sobre ela, quem foi, e o que representou para nós.
Nasceu dia 10 de outubro de 1928, na São Marcos, em Cerro Largo, filha de Francisco e Rosina Feversani. Casou com meu pai, dia 22 de janeiro de 1959, adotando os 4 filhos do primeiro casamento do papai, e nos criando junto aos seus dois filhos que teve, sem nunca nos diferenciar em seus cuidados.
Em sua simplicidade, cordialidade, generosidade, a mãe Nahir soube dar bons ensinamentos da vida, mas acima de tudo, soube nos dar afeto e muito amor.
Na profissão de costureira, demonstrou seu talento e seriedade nos serviços prestados, e fez muitos clientes, e destes, novos amigos.
Habilidosa em trabalhos manuais, presenteava os familiares e amigos, com suas obras de arte, e ainda fornecia como brindes para rifas em Quermesses , Festas de Igreja, e ou colégios e Organizações.
Nossa mãe Nahir, muito fervorosa, era membro do Apostolado da Oração, e do Grupo de Oração Amor Fraterno, agregando os vizinhos e amigos, para momentos de orações. Também participava do Grupo de 3ª Idade da COHAB, da Associação dos Italianos, trabalhando nos festejos, preparando quitutes, e depois desfrutando de momentos de degustação e danças. Foi Sócia Benemérita do Clube Caça e Pesca e Sócia do CTG Porteira das Missões, que gostava muito de frequentar.
Falar na mãe , emociona muito, e as lembranças perpassam os anos convividos...
As polentas feitas na polenteira de ferro, em cima do fogão à lenha e o queijo fritinho para acompanhar; as codornas( quando não era proibido caçar , e papai caçava) e franguinhos à passarinho; a radiche e seu tempero especial; seu pão italiano, que ao assar no forninho do fogão à lenha, chegava encostar em cima do teto do forninho, de tanto que crescia. Suas cucas e bolachas de mel e de Natal, eram esperadas por todos, e até mesmo enferma , ou não se sentindo bem, os fazia, pois sabia que apreciávamos muito. A cada viagem para visitar filhos, levava as latas cheias...
Suas costuras e bordados, tricôs e crochês, sempre eram atualizados, pois aprendia a última novidade, com o que via feito por amigos, ou na TV, ou que a presenteavam. E sempre presenteava ...
Ah! são tantas lembranças...mas fico por aqui, pois estou ainda dolorida por ter sido tão rápida sua partida...
Tenho a certeza, e a esperança, de que a dor que hoje sentimos, aos poucos irá se transformar , em doce e amorosa saudade.
Obrigada por ter compartilhado tanta sabedoria , como amiga e conselheira, tanto amor e tanto carinho, para todos teus filhos e familiares, por esta tua passagem de 84 anos conosco mãe Nahir !
Descanse em paz!